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EU MESMOwrote:

Boa noite padrinho

estava  na net quando encontrei este blogue, mas pode mandar me o seu e- mail,  para venturajoao@live.com.pt

para poder falar consigo

abraço

joão ventura 

Dec. 21
 
Olá João !
 
 
passei aqui pelo teu cantinho e desde já os meus parabéns !!!
 
lindos poemas, desde já agradeço me teres deixado aceder a eles.
 
tem um óptimo domingo e beijinhos com carinho.
 
 
 
Maria
 
 

"A amizade é a perfeita união de dois espíritos afins,

 criando entre eles um laço eterno.

Onde cada um moverá montanhas pelo outro,

sem que sinta o peso da terra."

 
Sept. 21
EU MESMOwrote:
BOM DIA PADRINHO
PARABÉNS PELO SUA VELA OBRA , UM ABRÇO JOÃO
Aug. 10
Picture of Anonymous
July 23
July 23

Poesia do Seixo de Mira

SEIXO DE MIRA
June 19

Umbrais do pensamento

 
 
 
 
 FreeCompteur.com
                        

 

 

 

 

                  1265313              

 

 Umbrais do pensamento

 

 

Sentado entre os umbrais do pensamento

Ternos desejos afloram o meu horizonte,

Sempre tímidos e maviosos como no tempo

Em que apaixonado eu beijei a tua fronte!

 

 

Vejo no tempo um altar de rosas brancas

Puras como o corpo que a mim se abriu,

Hoje devoro extasiado essas lembranças

E tento agarrar o passado que me fugiu!

 

 

Adoro as rosas que nasceram no teu jardim

Das sementes que um dia eu próprio semeei,

São belas flores que ternamente olham por mim

E me retribuem todo o amor que eu lhes dei!

 

Sinto que os meus pensamentos se calam

Já velhos e cansados teimam em adormecer,

Só os da tua presença ainda me falam

Como os melodiosos sons do amanhecer!

 

João Manuel Zagalo

 

 

April 24

Abril !

                    
 
 
                                  

                

 

 

 

Abril dos pobres

 

Um dia em ti, ó pátria querida

Entre os teus rios e montanhas

Com a liberdade reprimida

Eu nasci das tuas entranhas.

 

Fui criado nos teus riachos

A onde corria em silêncio

Uma força viva sobre escolta

Força que regou Abril dos bravos

A onde nasceram vermelhos cravos

Que enfeitaram o grito da revolta.

 

Hoje, olho do alto da ponte

E correndo água abaixo,

Vai a esfomeada tristeza

Porque a esperança de Abril

Não acabou com o tacho

Onde se cozinha a pobreza.

 

Nunca eu remeti em questão

O privilégio de se ser nobre

Mas não queria que a revolução

Deixa-se o pobre mais pobre.

 

Se a liberdade de expressão

É um direito que nos assiste

Ao grande flagelo da fome

                      Só a humilde pobreza resiste.

 

                      João Manuel Zagalo

March 08

FOLHAS COLORIDAS

     
                                                DIA INTERNACIONAL DA MULHER
                                                     A todas as mulheres
 
 

Folhas coloridas

 

Tenho à minha frente

Uma folha de papel branco

Que à primeira vista

Não tem nada…

No entanto,

Eu vejo nela

Pedaços de uma mulher ignorada!

 

É isso mesmo,

O que muitas mulheres são

Aos olhos dos homens,

Folhas brancas

A quem ninguém liga nada…

 

É para quando

O colorir destas folhas

E a atribuição

De responsabilidades iguais?

Que mais não serão

Do que os seus direitos naturais.

 

Não posso evitar de me insurgir

Contra os prometedores

De paridade

Que lhe prometem igualdade

E que só sabem é mentir!

 

Não esqueçamos que as mulheres

São as nossas raízes,

São a base de um novo mundo

A construir;

Sem elas nós homens

Seríamos uma planta

Que nunca chegaria a florir!

 

João Manuel Zagalo

 
 
                                    
January 19

A COR DO PENSAMENTO

            

                          A cor do pensamento

 

                           Assim como a água do mar,

Dá o azul ao firmamento...

Igualmente a tua imagem

Dá cor ao meu pensamento !.

 

Na imensidão do teu olhar ufano,

Há uma oceânica maré de prazer,

A onde eu quis navegar a todo o pano,

Mas acabei por me perder!..

 

Uma flor que cedinho se abre,

E olha meigamente o sol da manhã

Oferecendo-lhe a sua frescura!

É como eu me sinto num instante

Em que teu olhar penetrante

Me ilumina de uma envolvente ternura

 

                           O meu pensamento és tu

E tanto luto para te esquecer ...

Mas não quero ganhar esta batalha

Pois só serei  feliz se a perder !..

 

 

                    João  Manuel Zagalo

 

 

January 05

Bengala Pesada

 
 
                     

        Dedicado  aos  meus  amigos!.. do  lar  da terceira idade do Seixo de Mira      

             Bengala   pesada

 



                  
Vejo chegar um corpo cansado

Pelo peso de uma bengala vergado

Ao átrio do centro de dia!

Há nos seus lábios um profundo anceio.

De falar a um filho que não veio,

Dar-lhe um beijo ou um pouco de companhia!..

                     

                   Senta-se nos degraus da história,

Tenta recordar o que a vida lhe deu

Desde a idade  de garoto!...

Acaricia em vão  o corrimão da memória,

Já não se lembra do que aconteceu

Tudo guardou em saco roto...

 

Sente dos  olhos as pálpebras rizadas,

As horas passam por ele em fieiro,

As histórias que conta são aveladas,

Ele, a contá-las, não é o primeiro!

 

                   Um par de olhos desvanecidos

Pelas labaredas do tempo queimados,

Pensamentos num monte de cinzas sumidos,

Memórias guardadas em livros fechados.

 

Cria labirintos onde a vida vagueia,

Limpando os medos dos recantos escondidos,

Esperando que chegue a última ceia,

Para dar contas ao mestre dos talentos geridos...

 

                    João Manuel Zagalo

 

 

December 30

Homenagem

 
 
 
                       
 

 

 

  

 
 HOMENAGEM
 
 
São lindos os pinheiros de natal
Que decoram a nossa festa
Só por isso lhe faço este poema
Que é uma homenagem modesta
 
Poucos pensamos que esse pinheiro
Foi cortado por dinheiro
Para ornamentar o nosso salão...
E depois será deitado fora num canto
A onde abandonado fará seu pranto
Ao morrer ressequido e sem razão!..
 
Tambem ele tinha uma vida
Que perdeu neste natal
E sentiu na carne a ferida
Mesmo sendo um vegetal
 
Que a natureza nos perdoe
De termos utilizado o machado
Contra as árvores inocentes!
E que passados os festejos
Que um dos nossos desejos
Seja lançar à terra novas sementes...

 

                               João Manuel Zagalo

 
 
 
 


           
November 26

CAMINHO

  
   

caminho

 

Caminho

 

Passo a passo, pelo caminho

Piso as folhas mortas de mansinho

Bebo o espaço que me rodeia,

Entristece-me esta beleza caída

Das folhas que já foram vida

E que agora, o lodo enlameia!

 

Olho as árvores de nudez vestidas

Expostas à luz dos Outonais alvores,

Mergulho no lago das memórias perdidas

E viajo no tempo, de outros amores...

 

Ali mesmo ao lado corre um ribeiro

Que o sol de Outono já não aqueceu,

Que afoga lembranças d,um moliceiro

Que a memória do povo já esqueceu!

 

Despeço-me da paisagem silvestre

Derramo as lágrimas sobre a verdura,

Choro a minha origem campestre

Recordo-a com emocionada ternura

 

Olho as linhas da palma da mão

E nelas leio o meu destino,

As folhas voltarão a refrescar o verão

Mas eu, forças não terei então

   Para voltar a pisar este caminho  

 

João Manuel Zagalo

 

 

              

   

 



 
November 05

Pedaços De Desejo

              
 
 
 

 

 

 

 

 

Pedaços de Desejo

  

 Toda a noite nós ficáramos

Corpo a corpo, em um só,

Como se as nossas vontades

Tivessem dado um só nó.

 

C’ os membros entrelaçados

P’la luxúria transpirados,

Em desejos bem salgados,

Fruto dos lábios beijados.

 

Eu e tu, em vontade louca

Numa paixão envolvente,

De ficarmos um no outro

Para sempre e em permanente.

 

Meu corpo inunda prazer,

Jorra o suco da paixão,

Enrola-me no teu linho

Jamais sinto a solidão.

 

Deposito vital gérmen,

Em esforço de gladiador.

Amanhã é testemunho

De nossa noite de amor. 

 

                                  João Manuel Zagalo 

 

 
  

 

 

 

 


  

October 27

Pecado de Amor


PECADO DE AMOR

 

Fiquei louco e enfeitiçado

Pelo teu corpo cor de trigo,

Sabendo eu que era um pecado

Que me deixaria do céu sem abrigo!

 

Unimos os nossos corpos aluarados,

A coberto de nuvens sombrias,

Deste-me de beber num cálice inusitado

Licores que há muito não servias!

 

Dei-me a ti perdidamente

Sem ouvir conselho nem recado,

Aguardo agora serenamente

A penitênica do meu pecado!

 

Pequei, eu bem o sei,

Em deitar-me no teu regaço

E por saber que pequei

Esta contrição eu faço.

 

Mas, guardo na alma

O prazer desse momento,

Nesse fim de tarde calma

Que adoçou meu sofrimento...

 

Não sei se haverá perdão

P'ra este meu pecado cometido,

Eu dele faço a confissão

Mas não estou arrependido!...

 

Que Deus perdoe meu coração

Que amoroso já não sabe o que diz,

Pois sentiu neste pecado jubilação

Fazendo deste dia o mais feliz!..

João Manuel Zagalo

 

 

 


Rosa .."Editora"



 
 
October 18

bebi a luz dos teus olhos

 
 
25/10/2007

bebi a luz dos teus olhos

 

 

Bebi a luz dos teus olhos

 

 

 

 

 

 

Acendem-se Estrelas ao Sol-posto
P'ra à noite ter companhia,
Mas há duas no teu rosto
Que brilham de noite e dia!
 
Bebi a luz dos teus olhos,
Que a minha sede saciou
E que num êxtase divino
A minha alma deixou!
 
Como Jesus lá no monte
Que de amor estremeceu,
Ao beber água da fonte
Que a Samaritana lhe deu!
 
Por mais que a minha vida corra
Nunca tudo hei-de apanhar,
Mas mesmo que o meu corpo morra
A minha alma te há-de beijar!...

 

 

João Manuel Zagalo

 
     
    Rosa "Editora"
 
                                                                 

              

                

July 18

Santuário do Fado

 
 
                                                
 
 
                                        

 

            Santuário do fado

 

 

 

 

Nunca eu fado cantei ,

Guitarra não dedilhei

Nas festas ou romarias,

Mas tenho na alma a faceta,

Que obriga a minha caneta,

                    A escrever fado todos os dias...

 

O fado, é remédio que cura,

Esta saudade pura e dura,

Que no coração tenho presente...

                    É com a voz de um cantador,

                    Que amenizo esta minha dor,

                    Que é do país estar ausente!...

 

 

                    O fado, é um hino ao destino,

De toda a raça Portuguesa,

Que, d,um pais tão pequenino

Deu ao mundo tanta grandeza

 

Há fados que cantam “Pessoa”

Outros,  “Camões” e Lisboa

E em Coimbra, choram “Hilário”

São poemas de adoração

São pedaços da minha nação

Que do fado é santuário

 

João Manuel Zagalo

 

 

July 08

Quem És ?

 
 
 
 
                                               

                                     Quem  És  ?

 

       

 

 

Ainda hoje não sei Quem  és

Se vieste dos campos floridos

Ou das florestas encantadas!...

Talvez tenhas vindo nas marés

Arrancada aos corais coloridos

Pelo enrolar das ondas encapeladas

 

Deste-me o céu , sem eu pedir

Alegraste-me a alma sem eu merecer

Saboreas-te as caricias que eu te fiz,

Deste-me a beber o nectar do prazer

Pelos teus belos seios , feitos fonte

Que refrescaram meus lábios febris

 

Partiste voando,  não mais te vi

 ficou na praia o gemido das ondas

Que vão e vem betendo na areia!..

E na crista,  a branca espuma

Que fustigada pela salgada bruma

Vindo à praia os meus olhos mareia

 

Íris é o teu arco, no meu horizonte

Que brilha  escondido por detraz do mar!

Pequenos fios de luz escorrem da fonte

Que finamente estrelam a noite

Enquanto eu espero que jorre o luar!...

 

 

 

João Manuel Zagalo

 

 

May 21

Fuga Na Madrugada

 
 
 
                               

       Fuga  Na  Madrugada

                                      

                                        Degustei mais de mil sabores ,

Ao mordicar os teus doces beijos,

Deitado  na caruma dos pinheiros ,

Na floresta dos meus desejos...

 

Colhi as pétalas perfumadas,

Das flores do teu afecto.

Senti nos meus lábios a vulúpia

Dos seios que me hás oferto...

 

Senti o teu corpo nu, no meu

Nadando em águas agitadas.

Ao prazer que o teu me deu ,

Ofereceu o meu, caricias onduladas...

 

Navegámos sem tino nem rumo ,

Num mar de luxúria agitado,

De onde te evolaste como o fumo ,

Desaparecendo no horizonte enevoado...

 

Quando á minha cama me acoite,

Sonhando  que  lá estás deitada,

Estarás comigo toda a noite

Mas fugirás de madrugada...

 

 

João  Manuel Zagalo

 

 

 

 

May 13

Rainha do Litoral

  
 
 
 
 
 
             PRAIA DE MIRA:  RAINHA DA COSTA DE PRATA
 
 
 
 
                          
 
 
May 12

Praia de Mira

 
 
 
 
                  

Praia de MIra

 

 

O mar dorme mancinho

Coberto pelo branco luar,

As gaivotas cantam baixinho

Não vá o mar acordar!

 

 

Deito-me na areia a seu lado

Como em lençóis de linho,

Deixo-me embalar pela briza

Recordo os tempos de menino!

 

 

Nas dunas encosto a cabeça

A espuma branca cobre meus pés,

Espero que o sonho aconteça

Com o subir das marés!

 

Acordo de manhãzinha

Com o sol jà à janela,

A namorar a barrinha

Fazendo a praia mais bela...

 

João Manuel Zagalo

 

 

 

March 20

Á Luz do poeta

                                             
 
                                 21 de Março, Dia  Internacional da poesia
 
                           
 
                                   
 
                                   Á  Luz  do  Poeta

                                                 Deus fez dele o primeiro poeta

Dando-lhe a luz no primeiro dia

Ao  Sol que nos presenteia

Com vastos momentos de poesia.

 

Ser poeta é ter na alma a pureza,

É cantar, chorar, é sentir;

É compreender a natureza

Da rosa o perfume ao florir.

 

Ser poeta é sonhar o futuro,

É dar voz à imaginação;

É cantar não só o passado

Mas à alma dar expressão.

 

Ser poeta é ser coerente

É renegar a hipocrisia;

É aceitar ser diferente

É viver, lutar pela poesia.

 

 

É amar a musa que inspira

Saudade, ou mulher amada,

Dedicar-lhe a bela poesia

Em nosso peito germinada.

 

João Manuel Zagalo

 

 
 
 
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                 A mais formosa

 

 

Por seres a mais  formosa

Semeou Deus em ti p,ra mim,

Dentro do teu peito uma rosa

Nos teus olhos um jardim.

 

Se um dia o sol se apagar

Esta prece a Deus eu faço,

Que seja para mim o calor

Que guardas no teu regaço.

 

Anda o céu num redupio

Duas estrelas desapareceram,

Encontrei-as nos teus olhos

Á noite quando se acenderam.

 

O sol foi pedir a Deus em vão,

A tua mão de menina enemorada,

Mas disse-lhe Deus que  não

Pois jà a mim estavas destinada!...

 

João manuel Zagalo

February 23

Flor da Cerejeira

           
 
 
                                      

 

 

     Flor da Cerejeira

 

 Pétalas brancas, maré de flores,

Em fértil campo meu,

Recebeste os teus amores.

Deste o teu pólen aos beija-flores

Foste amante da brisa,

Para fecundares o fruto

Num ciclo que se eterniza.

 

Morreste para dares vida

Juncaste o chão com marfim

Do teu gomo pariste o fruto

Deixaste a tua mãe de luto

Sepultando-te no meu jardim

 

O fruto que de ti nasceu

Da primavera foi o primor

Teve o sol como padrinho

Que o beijava de mansinho

De manhã para lhe dar cor

 

 

João Manuel  Zagalo

(Visite Os Arquivos)

                                                  

 

January 31

S.Valentim

         
 
 
                               S. VALENTIm

 

 

                                      Rosas de Amor

 

                    Perdoa-me, meu amor,

Se te ofendi sem saber

Ou te desprezei sem querer.

Perdoa-me, meu amor,

Se esqueci que existes

E também tens sentimentos.

Perdoa –me, meu amor,

Por eu ser tão intratável,

Na vida em tantos momentos;

Por nunca chegar a horas

Para contigo jantar,

Pois quando eu chego a casa

Já estás farta de esperar.

Mais uma vez perdão te peço

De esquecer teu aniversário,

Com uma desculpa esfarrapada

Qual um conto do vigário.

Perdoa, amor, perdoa

Todo o mal que há em mim

Nem se quer te dei uma rosa

Em dia de S. Valentim.

Amo-te sinceramente,

Mas que queres?... Sou assim,

Grande remorso eu tenho

De às vezes te possuir

Sem sequer olhar para ti.

Por isto e por tudo o mais

Desculpa, amor, porque te ofendi.

Prometo que, de hoje em diante,

Que minha vida vai mudar

Porque em dia de namorados

Meu amor quero renovar.

Serei um ramo de rosas

Sem espinhos, de coração,

Amar-te para toda a vida

É promessa de paixão.

 

João Manuel Zagalo

 
 
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        O grito de quem trabalha

 

 

 

Não sou um poeta novo

Sou o grito do meu povo

Que eu quero saber catar...

tenho sua raiva no ventre

E com ele sofro docemente

E ninguém me pode calar!...

 

Canto as agruras do monte

Floridas em tempo farto

E a singela planta silvestre

Que cresce no meio do mato,

 

Grito à água que não corre

Com palavras que não saem

Chóro o sumo espremido

Dos frutos que se esvaiam,

 

Queria poder  adoçar

Os  calos de quem tabalha

Que bebe na fonte o suor

E na mesa não tem migalha,

 

É esta a sina da minha gente

Que tem como ferramenta o arado

Dá o esforço e a semente

E nunca mais ser lembrado!...

 

 

João  Manuel  Zagalo

Visite  Os   Arquivos...(Archives)

January 29

Saudades

                                          
 
 
                                                                
 
                              

                     Saudade

 

 

 

Ao passear nesta cidade,

Escondo lagrimas de saudade

Por detrás do meu sorriso forçado...

Que há muito rabiscam rugas

No meu rosto  cansado

E escrevem o poema... deste meu fado...

 

 Dos meus olhos,em sofrimento

A onde a luz já se faz rara

A nascente não é avara,

E brotam  gotas  salgadas de desalento...

 

 

Imploro  ao vento que sopra,

Dos lados das  dunas de Mira

Que me traga por gentilesa,

No seu sopro as  areias

Que servem de cama às sereias

Na nossa praia gandaresa

 

E o  enrolar das vagas

Pelos ventos acariciadas

Num eterno movimento,

Mesmo estando eu ausente 

Tenho comigo sempre presente

Nas marés do pensamento...

 

 

João  Manuel  Zagalo

 

  

January 01

Poetas de MIRA

 
 
 
     FreeCompteur.com

                   Antologia dos poetas de Mira

                                Se eu fosse poeta

 

                       (Câmara Municipal de Mira e Junta de Freguesia de Mira)

 

 

 

 

Desejando a todos um bom ano 2007, venho anunciar-vos que no limiar deste novo ano , vamos aqui, no “poesias do seixo de Mira” prestar homenagem aos poetas populares Mirenses, poemas esses já editados na Antologia dos poetas de Mira “Se eu fosse poeta.”

Temos simplesmente como objetivo divulgar uma obra literária que nos canta com a sua simplicidade a sensibilidade de um povo.

Salvo umas raras exepções os poetas aqui apresentados  têm como estudos a quarta classe do ensino primário

Desejamos-vos uma boa leitura, apreciando estes poemas pelos valor que eles representam...

 

João Manuel Zagalo

 

 

..............................................................................................................................

                      

 

Ser Português , Ser Marinheiro

 

 

No mar se perde a linha do sol-pôr

Esse mar imenso que a nudez supera,

Enfunar au vento as velas da galera,

E cortar da quilha o mar enganador.

 

Jà longe a terra se perdeu de vista :

Apenas mar e céu nos cerca, nos separa,

Mas cresce en nós a fé que nos ampara

Como se outro mundo dentro de nós exista .

 

A noite avança,a incerteza aumenta.

Crescendo em nós o medo da tormenta,

Quando o vento norte sopra traiçoeiro

 

 

Mas Deus é fé, esperança e caridade

Nos frescos anos, da tenra mocidade

Do Português qu’ além de tudo é marinheiro

 

Poeta das Pedregeiras

João Simões –N/12/06/1914—F/1999

(Antologia dos poetas de Mira)

....................................

O Livro da Vida

 

Tudo está escrito

No livro que não se leu

Na ilusão do instante

No caminho degradante

Que o livro se esqueceu.

 

Num sentir sem sentido

Num querer sem vontade

Livro aberto para não ler

Olhos fixos , mas não ver

O livro aberto da verdade.

 

Já nada importa

O livro podes fechar

Não faz sentido lê-lo

E logo esquecê-lo

Para não mais lembrar

 

Livro da vida

Aberto a todos nós

De contas erradas

Nunca acertadas

Não ouvimos a sua voz.

 

Livro de segredos

Em tantas paginas contidos

Fechado na nossa mão

As folhas da ilusão

Do livro sem ser lido

 

Lurdes Neves

(Antologia dos poetas de Mira)

 

...............................................x....................................................

 DESEJO

 

Quisera querida, cobrir-te de beijos

Pequeninos e leves que mal pressentisses!

Unir-lhe meus lábios se teus olhos abrisses,

Ciciar-te au ouvido palavras de amor.

E neste trepor:

Se tentasses falar,

Também com os meus lábios tua boca tapar

Cerrar os meus olhos...

Sonhar acordado!

Feliz me encontrasse...:

Voltar ao princípio (!);

Como de beijos de mãe se tratassse!

Que à filha adorada,

Dormindo, acordada,

Mil vezes beija-se

 

                     Á Edite em 11/03/1962

 

                                                             João Viana   

                                                         Casas Novas --Mira

                                                      Antologia dos poetas de Mira)

 

  

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Dedicado não a todas,  mas sim certas mulheres da nossa terra

 

 

Mulher raposa matreira

Que o homem tem de aturar

Para conseguir um desejo

Ela é capaz de chorar.

              I

Dizem que é o anjo do lar

Mas ao homem faz a vida dura

Pois nunca a temos segura

Ela só sabe é ralhar

Mas não nos devemos calar

Aquele grande banzé

Ela lava-se e perfuma-se até

Para ir à praça ou à feira

Mostrando assim o que é

Mulher raposa matreira

                  II

E assim a nossa sina

Por ter de amar alguém

Para ela nunca está bem

E uma bicha muito fina

Por ser briosa e ladina

Merecia um lugar no altar

Para depois lhe implorar

E comprir a coisa à risca

Donde geram tal bisca

Que o homem tem de aturar

                 III

Ela faz trinta por uma linha

E a coisa sai sempre bem

Diz o que tem e o que não

E o que tinha e que não tinha

Fazendo-se uma rainha

Que até mete certo pêjo

Eu finjo que não vejo

Aquilo que éla pratica

Ela até diz que é rica

Só para conseguir um desejo

                 IV

Os homens que tem a desventura

Devem notar isto bem

Ela não quer só um vintém

Mas sim dinheiro com fartura

Para conservar a formosura

O cofre não lhe deve faltar

Ela està acostumada a gastar

Tudo aquilo que o marido arranja

Para ela tudo isto é canja

Ela é capaz de chorar

 

João Rocha zagalo

Seixo de Mira—N/06/09/1922

(Antologia dos poetas de Mira)

 

 

 

                        xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

                           Fim do Mundo

 

A eternidade é um momento só

A nuvem do céu é já pingo de chuva

Cheguei e parti e nem me dei conta

O copo vazio é já vinho e uva.

 

A madrugada e a noite caminharam juntas

E os rios e os mares uniram-se num

As altas montanhas juntaram-se ao céu

Os sinos da igreja são apenas som.

 

O elefante canta para o rouxinol

Da mãe pata do rio nasceu um cabrito

O tempo esqueceu-se e não veio almoçar

O vento parou e sentou-se aflito.

 

A lua vestiu-se com vestido de noiva

De véu e grinalda de ramo na mão

Os peixes saltaram do rio para comer amoras

Um raio de sol que passou gritou:”Mas que confusão!”

 

Os canhões dispararam flores de todas as cores

Os mísseis usavam ameixas maduras

Os soldados levavam poemas em vez de espingardas

E debaixo da terra sai pão, amor e farturas

 

O altar da igreja tem rendas vermelhas

E todos os cantos escuros , agora tem luz

Os santos felizes juntaram-se em festa

E Jesus Cristo disse:” Quero sair da cruz!”

 

Maria Guiomar Costa

MIRA—N/24/12/1951

(Antologia dos poetas de Mira)

 

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Rapariga modesta

 

   MOTE

Tu sentes-te orgulhosa

Por seres bem torneada

Há quem te chame vaidosa.

Tu para mim és asseada.

 

  Glosas

 

Tens cabelos ondolados

Tens faces cor-de-rosa.

Por teres seios limonados

Tu sentes-te orgulhosa.

 

Tens a benção da candura

Numa beleza requintada.

Realça em ti a formosura

Pores seres bem torneada.

 

Pelo caminho da igreja

Não há moça mais charmosa

As outras causas inveja.

Há quem te chame vaidosa!!

 

Há sempre quem de ti fale.

Isso é cençura fiada

O que dizem pouco val

Tu pra mim és asseada.

 

José Maria Damas

N—13/01/1939-- Praia de MIRA

(Antologia dos poetas deMIRA)

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     A Criação

 

Uma obra nunca nasce por acaso,

O operário passa a vida a trabalhar,

Um envento, nunca na vida acontecia

Se não fosse a criação tê-lo, pra dar

 

Avaliar a incursão Humanitária,

E confundir o superior com  o vulgar,

De que valia o divino de um sacrário

Se não fosse a teologia acreditar?!...

 

Que seria da história das nações

Sem criação, sem operários,sem enventos,

Sem o Colombo,Vasco da Gama ,ou seu Camões?!...

 

O que seria a criação sem novos ventos,

Dos cantos sem novos estrumentos

Ou do planeta sem novas gerações?!...,

 

Domingos Neto N/ 02/11/53—Lentisqueira-Mira

Publicado na “Voz de Mira” /16/05/2001

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« o moças Bailai »

 

O moças dançai o vira

Que o vira nos dá prazer

P’ra recordar o passado

Que o recordar é viver

 

Rapazes e raparigas

Dançai o vira velhinho

A mocida delira

Dançando o vira certinho

 

Ai que alegria

O vira nos trás

Dá voltas Maria

Juntinho ao rapaz

 

Assim a cantar

Assim a correr

Assim a bailar

E belo viver.

 

O vira dá alegria

O vira dá emoção

Ao virar nesta folia

Saltita o coração

 

Nesta dança inocente

Cheia de encanto e beleza

Vibra alegre, triunfante

Toda a raça portugeusa.

 

Francisco  Ribeiro  Carlos

Portomar-Mira -N/10/8/1916//F/27/01/1940/

(Antologia dos poetas de Mira)

 

 

 

 

 

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As mães de Mira que tem os filhos longe por outras terras

Que não são as nossas terras.

 

Eu sou uma mulher estéril

E pergunto a mim mesma

Os filhos a onde estão?

A minha herdeira é a saudade

Que me destroça de manhã ao anoitecer

Passando-me diante dos olhos  um filme

Até eu adormecer.

E sonhando vejo quatro crianças

Que me fazem viver de esperanças

A quem está perto de morrer

Oh minha herdeira saudade

Não sejas má:  dá-me esse filme

Tu não me ouves não?

Tu já não mo podes tirar

Porque eu o tenho dentro do coração

Dentro tenho quatro crianças

Traquinas a brincar

E uma mãe ao lado

De vez em quando a ralhar

Mas essa mulher não sou eu

Porque sou uma mulher estéril

Que nunca teve ninguém

Mas porque é que eu gosto tanto do filme?

E de ver quatro crianças a brincar

Será que eu ando iludida

Ou me esteja a enganar?

Chora, chora meu pobre coração

Que a tua herdeira, a saudade

Fez com que nunca mais

Tenhas cura nem ventura!

Chora, chora coração

Chora, chora de amargura

 

Celeste de Jesus de Oliveira

N-26/01/1927

Carapelhos- Mira

(Antologia dos poetas de Mira)

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    O MAR

 

Mar mar porque não te acalmas

Porque te agitas tanto

Nesse teu barulho intenso

Só agitas o meu pranto.

 

Gosto de ti quando estas calmo

E tuas ondas acariciar

Assim na certeza e sem medo

Em ti vou me relaxar.

 

Não te sirvas da grandeza

Para nos atorrorizar

Pois tu gostas bem de nós

Na tua linda beira mar

 

Connosco sempre vens ter

Como para nos beijar

Por isso dá-nos respeito

Se nos quizeres abraçar

 

Nesta tua imensidão

Por vezes do leito sais

Respeita bem os teus limites

Para não nos deixares aos ais.

 

Tua grandeza me fascina

Em ti encontro acalmia

Mas não te esqueças que nos deves

O pão nosso de cada dia

 

Muitos contigo contam

Para sua fome matar

Não os esqueças por favor

Pois é teu dever ò mar

 

Carlos Martins

Portomar Mira--N/1953

(Antologia dos Poetas de Mira)

 

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             Soneto

 

Rude e áspera é a paisagem, mas que importa?

Vibra tal esplendor na luz ambiente

Que a alma da gente em preces se transporta

Ao céu, e volta pura a alma da gente!

 

Como que paira milagrosamente

A Santa no alto da campina morta

Derramando dos olhos em torrente

A Esperança que eleva a fé que exorta

 

Gente de Portugal, oh minha gente!

Tu que em Fátima vês nossa Senhora

Pede-lhe prosternada e reverente.

 

Que alongue os braços portugal em fora

Evolva os olhos carinhosamente

A abençoar-nos hoje e em toda a hora

 

David Cruz

MIRA-- N/13/6/1927

(Antologia dos Poetas de Mira)

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                                      Versos de Entusiasmo

 

                    Luzitania: ó linda pátria querida

Teus altos feitos por camões versados

Lendo a historia choro pela vida

Dos nosos heróis antepassados.

 

Luzitana sim pois tu ó rapariga

Por vezes o que a natureza dotou

Me fizeste lembrar da pátria antiga

Deste lindo portugal que me embalou.

 

Pois és dotada de sentimentos nobres

E também possuis sentimentos belos

Também sei que a tua maldade não encobres

Com que possa alguém causar flagelos.

 

A mão divina te desfolhou na face

A flor da beleza o lindo enfeito

Dando à tez a frescura da alface

E ao coração a bondade e respeito

 

Poisa-te na face a luz das estrelas

Es da primavera a flor mais mimosa

Acho-te a mais linda entre as belas

Es a luz da lua palida mas airosa.

 

Es o sol inocente o sol mais perfeito

O sol que me abria a flor da vida

O sol que nos dá satisfação ao peito

O sol que trás a alegria perdida.

 

Aníbal Domingues Terríel

Ramalheiro-Mira(23/02/1905--/20/04/1998

(Antologia dos Poetas de Mira)

December 16

NATAL BLOGUISTA

 
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            para que este natal seja diferente!

.                                                      ..dá um pedaço de ti como presente...

                                                    
 
 
 
                                                                           

Natal  Bloguista

 

 

 

Eu vi desabrochar o Natal

Nas flores do meu jardim

Fiz raminhos  para todos vós

Que na net, gostam de mim

 

Que o NATAL vos sorria

Bloguistas, amigos virtuais,

Que me fazeis  companhia!..

 

Com a alegria que me dais

Ocupais  na  minha vida

A tribuna dos amigos bem reais...

 

Dou-vos o meu coração em flor

E o perfume da amizade desinteressada

Que as pétalas caidas a vossos pés

Junquem da vossa vida a calçada

 

Que uma santa paz, enibriada

De doces incensas celestiais,

Abrace forte os vossos filhos

E beije ternamente os vossos pais...

 

Feliz Natal  a todos os Blo’migos

João Manuel Zagalo

December 11

CONTO DE NATAL

 
 
                                                   

                                                   

                                                        

                                            CONTO DE NATAL

 

                       Éra uma vez, a noite da consoada

Á mesa,  toda a família cantava

Os vérsos de Natal, com alegria,

Quando duas pancadas na porta

Ressoaram na hora morta

Quebrando  a doce magia!..    

 

Diante da porta sentado

Estava um passarinho desasado

E encharcado p,lo tempo chuvoso,

Mas tinha o natal anunciado

No devino brilho prateado

Do seu olhar luminoso !

 

Eu perdi a minha mãe!

Disse em choradas palavras

Já não tenho eira nem beira...

Poderei eu pôr meu sapatinho

Dentro da casa nun cantinho

Bem chegadinho à lareira?

 

Sentou-se à mesa o menino

Recevendo de todos o carinho

Pela sua humilde presença!

Estando jà deitado em cama fina

Quando uma Aureola de luz divina

Se pousou sobre a sua cabeça

 

Este!.. é o filho da verdade

Corpo santo da trindade!

Disse uma  voz vinda da luz,

E veio anunciar aos meninos

Mesmo aos mais pobrezinhos

Que  foi por eles,  que nasceu Jesus...

 

 

João Manuel  Zagalo

December 02

É NATAL

 
              
 
 
 
 

NATAL DIFERENTE

Espesso muro de betão
Se ergue diante de mim,
Correndo pela planície
E formando um grande circulo,
Sem princípio nem fim.


Grandes portões de forte aço
Ali contemplo plantados,
Tão sinistros e autoritários,
Que, bem pensando, até parecem
Terem sido fabricados
Já totalmente fechados.

Uns homens robotizados
Observando os meus passos
Incertos e comovidos,
Por verem seres humanos
Carregando sobre os ombros
O peso dum duro castigo
Por crimes antes cometidos.

Na grande sala de espera
Senti-me mais aliviado.
Era bem já outra a atmosfera
À volta de um pinheirinho
De muitas cores iluminado.

Um grande mar de esperança
Esta ideia genial:
De alguém haver plantado
No centro daquele salão
Ali, no chão da prisão
Um pedaço de NATAL.

(Dedicados a todos os presos

                               João Manuel Zagalo
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                                          É

 

                                  

                                    NATAL

                        

                          É bom que este natal

                        Saia da rotina habitual

                    E se prolongue  além do um dia

                   Que possa, em fim, ser mais real

                  Que o homem seja mais fraternal

                     Sem maldade nem hipocrisia

 

               Que as raças tenham o mesmo valor

            Que todos os homens se possam abraçar,

          Sem difereças idiologicas, de crenças ou côr

      E que um ideal de paz, juntos possam cumungar

 

          Que a tolerância reine enfim, sobre a terra

              Que o mundo cale o zunir da guerra

           E as armas só disparem plantas em flor !

         Que os aviões lancem brinquedos ás crianças

Que os governantes dêem vida ás nossas esperanças

  E que, em fim, tenhamos um Natal de paz e amor

 

     Se todos pudessem ouvir, sentir e compriender

A mensagem que foi deixada por jesus, na manjedoura,

     A tolerancia seria tal, que a partir deste natal

O mundo viveria uma paz serena, eterna e duradoira

                                                                      Feliz

                                                                      Natal

                                                                      Para

                                                                      Vós

                 TODOS 

João Manuel Zagalo

October 25

Natal Mágico

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NATAL  MáGICO


A noite era muito escura,
Não havia estrelas nem lua!...
Na aldeia onde eu vivia,
As árvores estavam nuas
E por todas aquelas ruas
Reinava uma tristeza fria.

De repente, aconteceu
Que o breu da noite se fez dia,
E das árvores nasceram flores,
Como por golpe de magia.
Ficando iluminadas
Com frutos de várias cores ...

Tudo, então, se transformou
E toda a aldeia cantou,
Num coro celestial,
Nessa noite da consoada
Por Jesus abençoada
Era a noite de NATAL



João Manuel Zagalo

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  PARAÍSO  ÓRFÃO


 Aquela maré tão verde
E pelo vento ondulada
Enche a manhã de encanto,
Com o  sol da madrugada.

Sempre os canízeos  dos palhais,
Na frescura das manhãs,
São fonte de belos chilreios
E do coaxar das rãs.

Belas rabilas em festa
São mestras da sinfonia
E os cantares de quem trabalha
São coros de alegria.

Mas está órfão este paraíso,
Violado em sua beleza,
Roubaram-lhe as baleiras brancas,
Seu enfeite da natureza.

  
João Manuel Zagalo

 
 
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Prazer   (dos sentidos)

 

Prazer

É sair pela madrugada

Ver surgir a alvorada

E deleitar-me com música dos ninhos

Na ramada

 

 

Prazer

É correr descalço pela pradaria

Inebriai-me com cheiro da terra

E da malvasia

E na face a brisa fresca

Que me acaricia

 

 

Prazer

É beber água fresca numa nascente

Subir ao cimo de um monte

Olhar longe no horizonte

E ficar preso da beleza que se sente

 

 

Prazer

É meter os pés na água do rio

E sentir na pele um arrepio

E logo o sol de Agosto

Bater em cheio no meu rosto

E sentar-me á sombra de um arbusto

 

 

Prazer

É colher da macieira o fruto

Come-lo com casca

E sorver-lhe o cheiro

Prazer é sair á noite pela calada

E banhar-me nua nas águas de um ribeiro

 

 

Prazer

É passear á tarde pela praia

Ver o sol poente e as suas cores

Sonhar outras terras outros amores

E viajar nas asas do vento

Perseguindo o sonho

 

 

Prazer

È olhar o céu numa noite calma

 Sentir a paz dentro da alma

Ser um ponto no universo

E adormecer no seu regaço

 

Zagala do Seixo
    
                  ...........................................

Trigo  e  mel

 

És um maravilhoso campo de trigo

De lindas espigas plenas e douradas,

Que eu afago com uma avidez de mendigo

Ao ver nelas o desejo em serem debulhadas

 

És o som melodioso do meu dia

És pentagrama do hino da alegria,

E da suave canção da minha vida

Serás sempre  a eterna melodia.

 

És a fonte, de onde brota a água

límpida e fresca, que aplaca  o meu desejo

És a nascente que se dá ao rio sem mágua

Correndo p,ró mar marulhando em solfejo

 

És a brisa Que acaricia os meus cabelos,

És a chuva que refresca os meus sentidos

E o sol que bronzeia a minha pel,

 

És o bálsamo para  todas as minhas dores,

És abelha que me beija, como ás flores

Deixando-me entre os lábios o teu mel...

 

 

          João Manuel Zagalo

 

October 19

Fantasias

 
 
 

Fantasias

 

Os meus pensamentos

Não te  vou contar

São fúria dos ventos

Rodopiando no ar

 

São suaves recantos

De jardins proibidos

São mágoas e prantos

De amores perdidos

 

São vulcões em chama

De lava ardente

São galáxias vibrantes

 São estrelas cadentes

 

São ondas revoltas

De um mar medonho

São longa metragem

De ilusão e sonho

 

Não me perguntes então

No que estou a pensar,

São coisas do coração

Da raiva e da emoção,

Meu mundo de fantasia

Nunca o vou revelar...

 

 

  Zagala do Seixo

 

 

 
7 mai  
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